Evolução de indicadores mostra êxito nas políticas públicas do governo do Estado

Autor: Arison Jardim | 25/03/2018

Foto: Arquivo Secom

Desde o ano de 2014, o Brasil está vivendo uma crise econômica. Até 2016, o produto per capita brasileiro tinha caído cerca de 9%. Neste cenário, acrescentando o corte de recursos federais, o Acre teve que manter o poder de investimento e o controle nos gastos. Nos últimos 13 anos, o estado se estabeleceu como o 4º com maior crescimento acumulado do Produto Interno Bruto (PIB).

Os indicadores mostram que a gestão do governador Tião Viana tem conseguido alcançar bons resultados, oportunizando um futuro próspero e com ainda mais inclusão social. “Apesar da crise nacional, o Acre se constrói como um estado contemporâneo e com uma sociedade unida e com inclusão. Sem arrogância, seguimos para um amanhã de esperança para os filhos do futuro”, afirma Tião Viana.

Economia com inclusão

 

O Acre, historicamente, surgiu com uma economia extrativista e quase nenhuma inclusão social. Uma realidade, que mesmo com o fim do ciclo da borracha de seringa na metade do último século, só começou a mudar a partir dos anos 2000. Atualmente, o estado possui uma economia com base diversificada, inclusão social e conservação ambiental.

Os incentivos nesta base aumentaram ainda mais a partir de 2011, no governo de Tião Viana, o qual aplicou mais de R$ 500 milhões no setor produtivo, além de fazer surgir diversas cadeias produtivas antes pouco exploradas. Algumas das atividades rurais que foram incentivadas: piscicultura, suinocultura, avicultura, produção de milho, coco, frutíferas. Houve ainda a garantia do aumento da produção de castanha e fortalecimento da extração do látex e óleos essenciais, como murmuru.

Esses investimentos se refletem nos dados de que o Acre foi o 4º estado com maior crescimento do PIB nos últimos 13 anos. Além disso, em 2014, antes do aumento da crise nacional, tinha também o 4º maior aceleração do PIB, com 4,4%. Em números, o Acre passou de um PIB de R$ 2,971 bilhões em 2002 para R$ 13,459 bilhões em 2014.

Outro dado importante nesta análise mostra a participação do Estado e da iniciativa privada na geração de empregos. Em 1999, o governo era responsável por 61,8% dos postos de trabalho, realidade que mudou com os incentivos à economia. Dados de 2015 apontam agora a iniciativa privada como sendo a grande responsável pela geração de empregos, com 58,5%. Com isso, a máxima de que o Estado é o grande empregador mudou completamente.

Isso pode ser visto com os bons resultados da produção de castanha, suínos, piscicultura, bovinos, mandioca, entre outras atividades nos últimos anos. No PIB de 2014, a atividade agropecuária representou 10,7% do valor total adicionado.

A Plataforma de Monitoramento de Desempenho Territorial do Estado, criada pelo governo com apoio da organização não governamental Earth Innovation Institute [traduzindo: Instituto de Inovação da Terra], reúne e esclarece esses números.

A cadeia produtiva da mandioca saiu de uma produção de 360 mil toneladas em 2002 para 1,1 milhão de ton., em 2015. O açaí evoluiu 300% em sua produção e chegou a 5,4 mil ton., em 2015. Já na castanha foram colhidas e comercializadas mais de 14 mil ton. também em 2015, tornando o estado o maior produtor dessa noz. O rebanho de gado bovino triplicou, mesmo com o desmatamento em controle, mostrando que a criação ocorre em áreas já abertas anteriormente.

Agregado a isso, o governo investiu também na industrialização como ponta final dessas cadeias produtivas. A Peixes da Amazônia, para o beneficiamento do pescado, que dobrou sua produção entre 2013 e 2015, e a Dom Porquito, que beneficia as recentes criações de suínos são exemplos da aliança do governo com grupos empresariais e cooperativas.

Assim como as indústrias de beneficiamento de castanha, geridas pela Cooperacre (Cooperativa Central de Comercialização Extrativista), que faz a organização de cerca de 2.000 famílias da floresta e de seus produtos. Hoje, o estado é o segundo maior produtor de castanha do Brasil.

Até mesmo no campo das exportações, o Acre ganhou maior destaque. Em 2015, o volume de negócios ultrapassou US$ 15 milhões (cerca de R$ 46,9 milhões). Os principais destinos das exportações foram Estados Unidos, Bolívia e Peru.

De nada valeria essa análise econômica se não fossem os dados que mostram a melhoria na qualidade de vida e bem-estar da população. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mostra bem essa evolução no Acre.

Mas antes, é importante entender o que significa o IDH, que desde 1990 baseia o Relatório de Desenvolvimento Humano, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Ele se baseia em três fatores: longevidade, educação e renda ‘per capita’. Com isso, vê-se que o Acre passou de um Baixo Desenvolvimento em 2000, com o índice de 0,517, para Alto Desenvolvimento em 2014, com o índice de 0,719. Segundo as fontes Pnud, Fundação João Pinheiro e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Educação

 
 Agora um estado com alto desenvolvimento, o estado tem a tarefa de melhorar cada vez mais sua educação e saúde. Os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgados em 2016, pelo Ministério da Educação apontam o Acre com o melhor desempenho do ensino fundamental 1 e 2 da Região Norte, empatando o primeiro lugar no ensino médio com o Amazonas.

Os investimentos na educação levam para uma inovação no ensino, além de buscar pagar uma dívida histórica com aqueles que não puderam buscar a alfabetização. O governo lançou o programa Quero Ler, que vai zerar o analfabetismo em todo o território, alfabetizando 60 mil pessoas até 2018.

A inovação vem com o Ensino Médio em Período Integral, com o Centro de Ensino de Línguas (CEL) e com o Centro de Referências de Inovações Educacionais, onde tem o ensino de matemática avançada, filosofia, robótica, xadrez para alunos da rede pública. O CEL, além de levar inglês, espanhol e outras línguas para mais de 30 mil pessoas, terá este ano o ensino de línguas indígenas.

As primeiras sete escolas de Ensino em Tempo Integral foram implantadas na capital, ofertando 3.700 vagas. Este ano, este modelo irá para outros municípios, chegando inicialmente a Cruzeiro do Sul, Brasileia e Tarauacá, representando a ampliação da oferta em mais 2.400 vagas. O investimento chega ao valor de 13,5 milhões de reais ao ano.

Saúde

 
 A saúde representa um grande desafio para a gestão pública acreana. A Constituição Federal estabelece que os gastos com a saúde pública devem ser de 12% da Receita Corrente Bruta do Estado, porém, o governo aplica acima do que determina a legislação, com média de 15,8%, em respeito à população.

Anualmente, são investidos cerca de 900 milhões de reais na rede pública estadual de saúde. Diferente de muitos outros estados brasileiros, onde o serviço em sua maioria é particular, no Acre 95% da população utiliza a saúde pública, principalmente nos serviços de alta complexidade, que são mais onerosos.

Com o aperfeiçoamento da gestão e os investimentos, tem-se conseguido o êxito na meta de diminuir o tempo de espera para atendimentos especializados, como consultas e cirurgias eletivas. Recentemente, dados divulgados pela Associação Brasileira de Transplantes (ABTO) apontam o Acre como o 5º Estado que mais fez transplantes de fígado no Brasil e o único da Região Norte a realizar esse tipo de procedimento, ficando a frente de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, regiões com PIB maior e que recebem mais repasses do Sistema Único de Saúde (SUS).

Agora, o Acre já está habilitado, junto ao Ministério da Saúde, e vai realizar transplante de pâncreas.

Com simplicidade, esforço conjunto e boas decisões políticas, o governo do Estado tem garantido que o Acre alcance um futuro de prosperidade e boa qualidade de vida.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

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